Leia os trechos abaixo, pertencentes à Lira 31, de Tomás Antônio Gonzaga, indicado como leitura obrigatória:
Vou retratar a Marília,
A Marília, meus amores,
Porém como, se eu não vejo
Quem me empreste as finas cores?
Dar-mas a terra não pode;
Não, que a sua cor mimosa
Vence o lírio, vence a rosa,
O jasmim e as outras flores.
Ah! Socorre, Amor, socorre
Ao mais grato empenho meu!
Voa sobre os astros, voa,
Traze-me as tintas do céu.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Entremos, Amor, entremos,
Entremos, na mesma esfera;
Venha Palas, venha Juno,
Venha a deusa de Citera.
Porém, não, que se Marília
No certame antigo entrasse,
Bem que a Páris não peitasse,
A todas as três vencera.
Vai-te, Amor, em vão socorres
Ao mais grato empenho meu:
Para formar-lhe o retrato
Não bastam as tintas do céu.
Sobre os trechos acima e sobre o poema em sua totalidade, fazem-se as seguintes afirmativas:
I. Os versos estão feitos em redondilha maior
II. Existem versos brancos, prática não incomum no Arcadismo
III. O vocábulo “Amor”, com maiúscula, indica referência ao deus Eros
IV. Palas, Juno e a deusa de Citera (Vênus) são divindades da mitologia grega que disputaram um concurso de beleza
V. O verso “Bem que a Páris não peitasse” indica referência ao suborno que se tentou fazer ao juiz do concurso.
VI. O eu lírico conclui que é impossível retratar Marília, pois ela é mais bonita que qualquer coisa que exista na terra ou no céu.
Assinale a alternativa correta: