Leia um trecho do poema “Amor e medo”, de Casimiro de Abreu.
Quando eu te fujo e me desvio cauto
Da luz de fogo que te cerca, oh! bela,
Contigo dizes, suspirando amores:
— Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!”
Como te enganas! meu amor é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco...
És bela — eu moço; tens amor — eu medo... [...]
O véu da noite me atormenta em dores
A luz da aurora me intumesce os seios,
E ao vento fresco do cair das tardes,
Eu me estremeço de cruéis receios. [...]
(In: Frederico Barbosa (org.). Clássicos da Poesia Brasileira, 1997.)
No trecho, identifica-se