Lembramos, no começo desta análise da democracia ateniense no tempo de Péricles, estratego reeleito por diversas vezes, os dois sentidos que assumia o termo démos: por um lado, arraia-miúda, por oposição aos notáveis e aos ricos; por outro, conjunto dos membros da comunidade cívica, os politai. Esse termo deriva diretamente de pólis, cidade. Mas só no curso do século V ele passa a ter um uso corrente para designar os cidadãos, aqueles que participam dos negócios da cidade, essa “comunidade de cidadãos” como a haveria de definir, no século seguinte, o filósofo Aristóteles.
(Claude Mossé. Péricles: o inventor da democracia, 2008. Adaptado.)
Está de acordo com o texto a seguinte afirmação: