Mal magnífico, prazer funesto, venenosa e enganadora, a mulher foi acusada pelo outro sexo de ter introduzido na Terra o pecado, a desgraça e a morte. Pandora grega ou Eva judaica, ela cometeu a falta original ao abrir a urna que continha todos os males ou a comer o fruto proibido. O homem procurou um responsável para o sofrimento, para o malogro, para o desaparecimento do paraíso terrestre, e encontrou a mulher.
(DELUMEAU, 1989, p. 314).
A visão medieval judaico-cristã sobre a mulher, descrita no texto, encontra, na contemporaneidade, ressonância em atitudes autoritárias contra o gênero feminino, praticadas