“Mas as diferenças entre as ambições atuais dos Estados Unidos e as da Grã-Bretanha de um ou dois séculos atrás são flagrantes. Os Estados Unidos são um país fisicamente vasto, com uma das maiores populações do mundo em que, ao contrário do que ocorre na União Europeia, ainda está em crescimento devido a uma imigração quase ilimitada. Há também diferenças de estilo. O Império Britânico no seu auge ocupava e administrava a quarta parte da superfície do globo. Os Estados Unidos nunca praticaram um verdadeiro colonialismo, exceto durante um breve período em que o colonialismo imperial esteve em moda, no final do século XIX e no início do XX. Os Estados Unidos operavam com países dependentes e satélites, sobretudo no continente americano, onde praticamente não tinham competidores. Ao contrário da Grã-Bretanha, desenvolveram, no século XX, uma política de intervenções armadas nesses países”.
(Hobsbawn, Eric. Globalização, democracia e terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 154).
Segundo o autor, a diferença entre as expansões imperialistas inglesa e norte-americana ocorrida nos séculos XIX e XX fundamenta-se no fato de que os Estados Unidos