Mesmo com a certeza de que o esporte surgiu há muitos anos, não é possível indicar, com precisão, uma data. No entanto, há registros que apontam que entre os hominídeos já ocorriam práticas esportivas, quando, para sobreviver, era preciso lutar, correr, saltar, lançar objetos, praticar arco e flecha, nadar, entre outras atividades.
Disponível em: < https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao-fisica/a-origem-do-esporte/55138>. Acesso em: 7 ago. 18. (Parcial e adaptado).
As práticas esportivas ocupam, na literatura, um espaço ora privilegiado, ora desfavorecido, ou seja, pode-se dizer que vivem entre a glória e a infâmia. Essa temática conta com um registro significativo na história literária brasileira, e escritores como Lima Barreto, Monteiro Lobato, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, entre outros, deram ao esporte, principalmente ao futebol, o status de protagonista de crônicas, contos e poemas. Outras práticas esportivas também fazem-se presentes, como se evidencia nos excertos da obra “Os prisioneiros”, de Rubem Fonseca.
Leia os excertos que seguem:
(I)
“Era de manhã, no primeiro dia de carnaval. Ouvi dizer que certas pessoas vivem de acordo com um plano, sabem tudo o que vai acontecer com elas durante os dias, os meses, os anos. […] Eu – eu vaguei pela rua, olhando as mulheres. De manhã não tem muita coisa para ver. Parei numa esquina, comprei uma pera, comi e comecei a ficar inquieto. Fui para a academia”.
(FONSECA, 1989, p.13)
(II)
“comecei com um supino de noventa quilos, três vezes oito. O olho vai saltar, disse Fausto, parando de se olhar no espelho grande da parede e me espiando enquanto somava os pesos da barra. Vou fazer quatro séries pro peito, de cavalo, e cinco para o braço, disse eu, série de massa, menino, pra homem, vou inchar.
E comecei a castigar o corpo, com dois minutos de intervalo entre uma série e outra para o coração deixar de bater forte; e eu poder me olhar no espelho e ver o progresso. E inchei: quarenta e dois de braço, medidos na fita métrica”.
(FONSECA, 1989, p.13-14)
FONSECA, Rubem. Fevereiro ou março. In: Os prisioneiros. 4. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p.13-14.
Com base nos excertos do conto “Fevereiro ou março” e em seus conhecimentos sobre Literatura, é correto afirmar que