Meu poema
é um tumulto:
a fala
que nele fala
outras vozes
arrasta em alarido.
[...]
A água que ouviste
num soneto de Rilke
os ínfimos rumores no capim
o sabor
do hortelã
[...]
da manhã
tudo isso em ti
se deposita
e cala.
Até que de repente
um susto
ou uma ventania
(que o poema dispara)
chama
esses fósseis à fala.
Meu poema
é um tumulto, um alarido:
basta apurar o ouvido.
(Ferreira Goulart)
Com base no poema de Ferreira Gullar, marque V para as afirmativas verdadeiras e F, para as falsas.
( ) Fósseis, no poema, é uma referência aos mortos do eu poético, que também são vozes do poema.
( ) A intertextualidade surge como uma das muitas vozes presentes no poema.
( ) Apurar o ouvido, no último verso, anula a percepção do material de que se compõe o poema.
( ) É um exemplo de metapoesia, um dos vários temas recorrentes nesta obra.
A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é a