Montaigne inaugurou dois modos complementares de conceber o homem encontrado no novo mundo: remanescente da Idade do Ouro com quem o europeu teria muito o que aprender; criatura frágil para quem o contato com os europeus seria devastador.
(FRANÇA, Jean Marcel. A construção do Brasil na literatura de viagem. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012. p. 28.)
Apesar de dirigidas ao homem encontrado no Novo Mundo, as reflexões do pensador francês, escritas em meados do século XVI, falam do próprio homem europeu, porque: