Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria, e, enfim,
converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía*.
(Luís Vaz de Camões)
*
soía: Imperfeito do indicativo do verbo soer, que significa costumar, ser de costume
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria, e, enfim,
converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía*.
(Luís Vaz de Camões)
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soía: Imperfeito do indicativo do verbo soer, que significa costumar, ser de costume
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria, e, enfim,
converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía*.
(Luís Vaz de Camões)
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soía: Imperfeito do indicativo do verbo soer, que significa costumar, ser de costume
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía*.
(Luís Vaz de Camões)
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soía: Imperfeito do indicativo do verbo soer, que significa costumar, ser de costume
Assinale a alternativa em que se analisa corretamente o sentido dos versos de Camões.