Muitas vezes, aquilo que consideramos práticas culturais, tem como base o desrespeito humano pelos princípios éticos mais elementares. Uma dessas práticas, bastante difundida, recebe entre nós a inofensiva denominação de fazer um agrado. Dependendo do poder econômico de quem presenteia, o tipo de agrado pode variar desde a oferta de um milheiro de tijolos até de um automóvel de último modelo.
Isso prova que atos de desonestidade podem fazer parte da cultura de certos grupos humanos, se bem que, como diz Terry Eagleton, na sua obra A Idéia de Cultura, essas formas culturais não devem “...ser aprovadas simplesmente por serem formas culturais.” (p.28) O fenômeno descrito pode ser percebido: