Muitos anos seriam precisos para despertar essas massas enganadas, sonolentas – e a propaganda feita em alguns meses fora escassa. Organização precária. (...) não davam mostras de querer submeter-nos a julgamento. E era possível que já nos tivessem julgado e cumpríssemos pena, sem saber. Suprimiam-nos assim todos os direitos, os últimos vestígios deles. Desconhecíamos até o foro que nos sentenciava.
(Graciliano Ramos. Memórias do Cárcere)
Mais do que um livro de memórias, o escritor Graciliano Ramos deixou um testemunho de sua passagem pela prisão e sua convivência com variados tipos encontrados entre os presos políticos. No texto Graciliano Ramos registra que a propaganda para o movimento fora escassa e a organização precária.
O aprisionamento de Graciliano Ramos ocorreu por conta de seu envolvimento: