Museu Internacional da Escravidão
Inaugurado na famosa cidade dos Beatles [Liverpool] em 23 de agosto de 2007 – por ocasião dos 200 anos do Ato pela Abolição do Comércio de Escravos [na Inglaterra] –, o museu inglês expõe os fundamentos econômicos da escravidão.
Elementos de sobra no museu relembram as condições enfrentadas pelos escravos. Em média, as viagens da África para o continente americano duravam cinco semanas. As pessoas eram obrigadas a ficar em espaços apertados, sem ar, nos “porões” das embarcações. Água para beber e comida eram limitadas.
Uma das passagens mais trágicas do tráfico se deu com o navio Zong. A embarcação deixou a costa africana no dia 5 de março de 1781 com 440 escravos a bordo. Durante a viagem, 132 foram jogados ao mar e apenas 208 chegaram à ilha que hoje é a Jamaica. O grupo de “investidores” entrou na Corte Inglesa para cobrar £ 30 (libras esterlinas) por cada corpo jogado ao mar. A ação não resultou em ressarcimentos e o capitão Colingwood (acusado de assassinato) não foi condenado, mas a repercussão do caso foi péssima para os defensores do comércio de escravos.
(Maurício Hashizume. Museu mostra como europeus se aproveitaram da escravidão. http://reporterbrasil.org.br. Adaptado.)
O texto faz referência ao tráfico de escravos na Idade Moderna.
Sobre esse assunto, é correto afirmar que