Na Argélia, por mais incoerente que fosse a política dos governadores franceses, desde 1830, continuou o processo inexorável de afrancesá-la. Primeiro as terras foram tomadas aos nativos e seus edifícios ocupados; a seguir os franceses tomaram conta das matas de sobreiros e jazidas minerais. Depois os franceses removeram os argelinos e povoaram regiões com europeus. Durante várias décadas a economia foi movida por pilhagem, houve um decréscimo da população nativa e aumentou a população de franceses. A economia europeia tornou-se uma economia capitalista empresarial, enquanto a economia argelina poderia ser comparada a uma economia pré-capitalista de bazares.
(Edward Said. Cultura e Imperialismo)
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