Na baixada amazônica o predomínio da água e o da mata restringiam as ocupações agrícola e pastoril. Lavoura existia apenas nas proximidades dos povoados maiores, limitada à cana, ao café, a poucos cereais e à mandioca (...).
O povo alimentava-se de peixe, fresco, pegado diariamente pelos múltiplos e engenhosos processos recebidos dos indígenas (...). A extração de produtos florestais, cacau, salsa, piaçaba, cravo, ocupava a maioria da população masculina em certas quadras do ano, marcadas pelas enchentes e vazantes do rio-mar, durante as quais as aldeias ficavam reduzidas a velhos, meninos e mulheres. Estas fabricavam louça, pintavam coités, não raro reveladoras de talento artístico (...).
(João Capistrano de Abreu. Capítulos de História Colonial, 1500-1800, 1988.)
O historiador Capistrano de Abreu descreve o processo da colonização portuguesa da Amazônia. Segundo o historiador, a ocupação colonial da “baixada amazônica” foi