Na década de 50 do século passado, quando a necessidade de reconstrução de parte do mundo obrigava a pensar em novos projetos, ou quase mesmo em uma nova civilização, o Brasil viveu com alguma euforia seus compromissos com uma ampla modernização. Não por acaso, as artes também deram voz a esse desejo de modernidade, o que se refletiu, por exemplo, em “planos-pilotos” de uma nova poesia. Imbuídos da supremacia de um senso técnico da linguagem, os poetas do Concretismo se apresentaram como porta-vozes de novas necessidades, entendendo que para atendê-las era preciso superar de vez não apenas os traços líricos da poesia tradicional, mas a existência mesma do verso como unidade definidora de um poema. Propunham-se, por assim dizer, a investir numa espécie de infraestrutura revolucionária da poesia brasileira, uma espécie de indústria siderúrgica básica que enterraria de vez o passadismo de um Brasil bucólico e sentimental.
(Aderbal Tourinho Veiga, inédito) 49. A julgar o que diz o autor desse trecho crítico, considerandose a relação nele desenvolvida, (A) movimentos artísticos de vanguarda oc
É possível associar a euforia vivida no Brasil, a que Aderbal Tourinho faz referência, ao Plano de Metas, de Juscelino Kubitschek. Pode-se afirmar que embora o êxito desse Plano, tenha sido inegável, alguns de seus resultados ficaram a desejar, pois,