Na época da Independência, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e o Município Neutro (cidade do Rio de Janeiro) contavam com 446589 escravos em um total de 1163146 escravos para todo o país. Em 1872, aquelas regiões contavam 881477 escravos em um total de 1548632 escravos. Tinham, portanto, praticamente dobrado sua população escrava. Às vésperas da abolição em 1887, São Paulo, Minas e Rio de Janeiro — que sessenta anos antes detinham 34% da população cativa do país — registravam 66%. Enquanto províncias do Nordeste, que detinham 54% na época da Independência, registravam pouco mais de 23% às vésperas da abolição
(Emília Viotti da Costa. A abolição, 2010.)
Uma das causas da dinâmica demográfica mencionada no excerto foi