Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce – uma estrela,
Quando se morre – uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
“Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!”
QUINTANA, Mário. Inscrição para um portão de cemitério. Disponível em: https://www.pensador.com/poemasdemarioquintana_ sobre_a_vida/. Acesso em: 12 maio 2019.
Sobre esses versos do poeta Mário Quintana, está correto o que se afirma em
I. A pressuposta emenda solicitada pelos que já morreram sinaliza a ideia de que vida é sofrimento, e morte, libertação.
II. A transgressão das convenções sociais é estimulada sob o pretexto de que a existência humana é marcada pela desventura.
III. O choque entre duas mentalidades, uma libertadora e a outra castradora, torna-se o fio condutor das ideias veiculadas no texto, em relação, respectivamente, a "princípio" e "fim".
IV. O discurso poético apresenta alguns recursos estilísticos, dentre os quais, o eufemismo (“repousam”) e a antítese (“princípio/fim”).
V. A função da linguagem que predomina no poema é a metalinguística, ou seja, o uso do código objetivando seu próprio esclarecimento.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a