Na noite de 16 para 17 de outubro Batista Campos foi preso e remetido ao Rio de Janeiro. Três dias depois, a Junta de Governo informou a Greenfell que a prisão não comportava tantos presos e pediu que ele levasse parte dos presos para uma embarcação. Dia 21 foi removido um total de 256 prisioneiros para os porões de uma embarcação. Os prisioneiros eram soldados, milicianos, civis. Nenhum branco: tapuios, pardos, negros. São encerrados no porão com espaço de 30 palmos de comprido, 20 de largo e 12 de alto. As escotilhas são fechadas, deixandose aberta apenas uma pequena fresta para a entrada de ar [...]. No dia 22 quando se correu a escotilha do navio, o que se viu foi um amontoado de corpos dilacerados.
(Adaptado de FREITAS, Décio. A miserável revolução das classes infames. Rio de Janeiro: Record, 2005.p., 58.)
O trecho acima está relacionado a um fato constitutivo do tenso processo de incorporação do Pará ao nascente Império do Brasil, acontecido nos porões de uma embarcação que marcou profundamente o imaginário dos habitantes da província. O fato foi: