Na segunda metade do século XIX, a Europa industrializada precisava acomodar uma população que, ano a ano, crescia. Algumas indústrias construíam vilas operárias, geralmente próximas das empresas, para que funcionários e familiares morassem. Mas, poucos trabalhadores aceitavam essa oferta, pois achavam que, quando voltassem para casa, encontrariam mais um regulamento pendurado na porta referindo-se a quase todas as suas ações da vida particular; não seriam mais, portanto, os donos em sua própria casa. Assim, muitos operários preferiam morar em bairros periféricos com pouca estrutura urbana.
(ARIÈS, Philippe & DUBY, Georges. História da vida privada vol.4. São Paulo: Cia. das Letras, 2009, p. 293. Adaptado)
Analisando as informações contidas no texto, pode-se concluir corretamente que