Na trilha da Cachoeira das Almas, na Floresta da Tijuca, as árvores revelam segredos que contribuem para preservar as matas do Brasil. São cedros centenários, testemunhas da mais antiga e bem-sucedida restauração florestal do país. Foram identificados pela tese de doutorado do professor do Departamento de Biologia da PUC-Rio, Gabriel Sales.
Por meio de cruzamento de dados, Sales chegou aos plantios originais do major Manoel Gomes Archer (1821-1907), o primeiro e mais obstinado administrador do Parque da Tijuca, criado em 1861, plantando o núcleo da mata que se vê hoje. Em 33 anos foram plantadas mais de 155 mil árvores, das quais cerca de 110 mil se estabeleceram. O que fizeram se aproxima de conceitos mais modernos de restauração. Archer e os demais foram revolucionários. Protegeram a floresta, pararam de desmatar, não botaram gado e plantaram áreas núcleo.
Restaurar é complexo. É preciso buscar variabilidade. Archer e seus colaboradores sabiam disso. Criaram bancos de sementes coletadas na Pedra Branca e outros lugares, além de viveiros de mudas.
Adaptado de Ana Lucia Azevedo, O GLOBO, 16 de janeiro de 2023. Disponível em: umsoplaneta.globo.com. Acesso em: 28/01/2023.
O sucesso da iniciativa pode ser parcialmente explicado pelo seguinte procedimento adotado nessa restauração florestal: