Não creio que o tempo
Venha comprovar
Nem negar que a História
Possa se acabar
Basta ver que um povo
Derruba um czar
Derruba de novo
Quem pôs no lugar
[...]
Quantos muros ergam
Como o de Berlim
Por mais que perdurem
Sempre terão fim
[...]
Por isso é que um cangaceiro
Será sempre anjo e capeta, bandido e herói
Deu-se notícia do fim do cangaço
E a notícia foi o estardalhaço que foi
Passaram-se os anos, eis que um plebiscito
Ressuscita o mito que não se destrói
(GIL, 2015).
“Não creio que o tempo / Venha comprovar / Nem negar que a História / Possa se acabar // Basta ver que um povo / Derruba um czar / Derruba de novo / Quem pôs no lugar”
Os versos de Gilberto Gil fazem uma referência ao processo político que