Não é de hoje que os pesquisadores tentam criar plantas geneticamente modificadas capazes de produzir compostos com funções medicinais. (...) Para criar plantas transgênicas com propriedades medicinais, os pesquisadores desenvolvem um método chamado “engenharia metabólica”, que vai além de adicionar um gene exógeno à planta. A “engenharia metabólica” mexe com uma série de reações em organismos hospedeiros para construir novas moléculas e adicionar genes para novas enzimas que remodelam esses caminhos naturais. (...) A equipe inseriu genes de uma bactéria numa planta chamada vinca (Catharanthus roseus), comum em jardins. Com a modificação, ela passou a incorporar halogênios, como cloro ou bromo, em uma classe de compostos chamados alcaloides, que a planta produz normalmente. Muitos alcaloides têm propriedades farmacêuticas e são utilizados na fabricação de antibióticos. O alvo do grupo de pesquisa é produzir um alcaloide chamado vimblastina, usado no tratamento do câncer.
(Revista Pesquisa FAPESP, dezembro de 2010, p. 63)
A estrutura da molécula de vimblastina é representada pela fórmula:
A massa molar desse alcaloide é 810 g/mol. Sendo assim, a porcentagem em massa de carbono presente nessa molécula é cerca de