Não há atos oficiais na China em memória do massacre na Praça da Paz Celestial (Tiananmen) de Pequim, em 1989. Em vez disso, o que aconteceu nos dias 03 e 04 de junho é lembrado todo ano em um grande esforço do governo que poderia muito bem ser classificado como um ato de “esquecimento”. Nas semanas que antecedem a data, a máquina de censura entra em ação e ativa sua ampla rede de algoritmos, além de milhares de pessoas, para apagar qualquer referência à efeméride na internet, mesmo que não seja direta. Quem for identificado na tentativa de burlar os mecanismos de controle pode ser detido. As penas podem chegar a três anos e meio de prisão. O simples ato de compartilhar imagens no Twitter pode resultar em cadeia - mesmo que a maioria dos usuários de internet na China não tenha acesso à plataforma.
Adaptado de bbc.com. Publicado em 03/06/2019
Diante do episódio ocorrido em 1989, a explicação para a atitude do governo chinês descrita é: