Não há dúvida de que a Semana havia sido concebida pelos seus idealizadores para causar furor, marcar uma data, gerar atritos e instaurar-se como marco simbólico de uma transformação. Sem reações de desagrado, sem polêmica e sem vaias, o plano corria o risco de naufragar. A imprensa, aliás, já tocara na ferida, na cobertura da primeira noite, ao notar que a expectativa hostil do público se transformara em aplausos – o oposto do que se esperava de um acontecimento futurista (...).
(GONÇALVES, Marco Augusto. 1922. A semana que não terminou. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 299)
A expectativa de mentores modernistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade era a de que, no desenrolar dos eventos da Semana,