Não pode e não deve um príncipe prudente manter a palavra empenhada quando tal observância se volte contra ele e hajam desaparecido as razões que a motivaram. (...) Nas ações de todos os homens, especialmente os príncipes, (...) os fins é que contam. Faça, pois, o príncipe tudo para alcançar e manter o poder; os meios de que se valer serão sempre julgados honrosos e louvados por todos, porque o vulgo [o povo, a maioria das pessoas] atenta sempre para aquilo que parece ser e para os resultados.
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe.
O monarca, desprezando as leis da natureza, abusa das pessoas livres como de escravos, e dos bens dos súditos como dos seus (...) quanto às leis divinas e naturais, todos os princípios da terra estão sujeitos, e não está em seu poder transgredi-las (...).
BODIN, Jean. A república.
A respeito das reflexões em torno do poder político no início da Idade Moderna, levando-se em consideração o pensamento de Nicolau Maquiavel (1469-1527) e de Jean Bodin (1530-1596), é correto afirmar que: