Nem sempre a memória de Vargas recebeu tratamento tão nobre. Em primeiro lugar, porque se trata de um personagem bastante ambíguo – se por um lado contribuiu com inegáveis avanços para o desenvolvimento do país, por outro liderou um período autoritário e de repressão política em seu primeiro governo (1930-1945). Além disso, no último meio século, o Brasil atravessou grandes mudanças políticas e institucionais. À experiência democrática iniciada em 1946 sucederam-se, a partir de 1964, vinte anos de ditadura militar, até que em 1985 se iniciasse novo processo de construção democrática. Para cada um desses momentos veio à tona um Vargas diferente.
(FERREIRA, Maria de Moraes. Vargas para todos os gostos. Revista de História. Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, ano 3, n. 35, p. 14-19, ago 2008.)
A memória de Getúlio Vargas ganha interpretações diversas
PORQUE
sua ambiguidade permite que, em momentos históricos distintos, seja apropriada de maneiras variadas.
Sobre essas duas proposições, é correto afirmar que