Neste álamo sombrio, aonde a escura
Noite produz a imagem do segredo;
Em que apenas distingue o próprio medo
Do feio assombro a hórrida figura;
Aqui, onde não geme, nem murmura
Zéfiro brando em fúnebre arvoredo,
Sentado sobre o tosco de um penedo
Chorava Fido a sua desventura.
Às lágrimas a penha enternecida
Um rio fecundou, donde manava
D\'ânsia mortal a cópia derretida:
A natureza em ambos se mudava;
Abalava-se a penha comovida;
Fido, estátua da dor, se congelava.
Leia as seguintes afirmações sobre o soneto XXII, de Cláudio Manuel da Costa, transcrito acima:
I. O pastor lamenta a sua desventura amorosa e, na sua dor, transforma-se em uma estátua.
II. A referência a elementos da natureza mostra que esse soneto é um exemplo da poesia épica produzida pelo autor.
III. A natureza amena presente no poema corresponde integralmente às normas da poesia arcádica.
Está correto apenas o que se afirma em: