Neste sertão de Sergipe, este Coriolano perdeu a empáfia de boticário, quebrou os dentes em raiz de umbu, mastigou caroço de mucunã e miolo de sapucaia, encostou os beiços na lama ensanguentados do sol, assou carne de cachorro, e acabou com a geração de toda a vencidade de ovo de anum. Tempo brabo!
Se há uma coisa positiva daí foi sua amizade com o tropeiro Zerramos, que também costumava pernoitar em Simão Dias, a meia dúzia de léguas do Aribé, puxando para o estado da Bahia. Mulatão de testeira abaulada, com um calombo em cima da fonte esquerda, sujeito cenhudo e marulhoso, um tamanhão desmarcado, pesado de tanta coragem e muito agradador, paciencioso — essa criatura era o avesso de Coriolano, até na voz solavancada!
DANTAS, Francisco J. C. Os desvalidos. 3. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 105.
O fragmento, inserido na obra, põe em destaque a figura de Zerramos que