No artigo “Biocombustíveis, não obrigado!“ (MONBIOT. Jornal britânico The Guardian, 2007), o autor trata, entre outras coisas, da competição entre alimentos e combustíveis. Por exemplo, há um trecho em que diz: “Alertei, em 2004, que os biocombustíveis, iriam estabelecer uma competição entre alimentar carros e alimentar pessoas. As pessoas necessariamente perderiam: aqueles que têm recursos para ter um carro são, por definição, mais ricos do que aqueles que estão na iminência de morrer de fome“. Essa é uma discussão que inclui a produção de etanol no Brasil, pois a área plantada para fins de produção deste combustível vem crescendo continuamente. Uma alternativa que pode ajudar a minimizar esta competição é a produção de etanol a partir do bagaço de cana (esquema de produção abaixo), pois se estima que, a cada safra, o excesso dessa biomassa no Brasil seja de aproximadamente seis milhões de toneladas.
Caso toda essa biomassa pudesse ser utilizada no processo acima esquematizado, o acréscimo, em bilhões de litros, da produção brasileira de etanol hidratado, a cada safra, seria de
Dados: massas molares (g mol-1):
hexoses, representada pela glicose (C6H12O6) =180
etanol (C2H5OH) = 46
densidade do etanol: 800 g L-1