“No Brasil, ao longo do século XX, ocorreram, pelo menos, dois movimentos conhecidos também como revoluções: um em 1930 e, outro, em 1964. Nenhum dos dois totalmente afinado com a ideia que se tem de uma revolução. Nenhum comparável ao que aconteceu na França em 1789 ou na Rússia em 1917. Isto porque sempre que se pensa na categoria revolução, pensa-se imediatamente em uma total ruptura da ordem, em uma tomada brusca do poder, em uma substituição radical da classe dominante e em uma ampla participação popular. No Brasil, tanto em 1930 quanto em 1964, apesar de ter havido uma ruptura da ordem constitucional, não houve alterações substantivas na estrutura de classe do País, nem uma total substituição dos grupos no poder.”
(Dulce Pandolfi, O Brasil e suas revoluções. Adaptado)
Ao se analisar o texto e refletir sobre os dois movimentos citados pela autora, em conjunto ou separadamente, pode-se afirmar que