No Brasil, existem atualmente duas usinas nucleares, Angra 1 e Angra 2, localizadas no litoral do estado do Rio de Janeiro. Com potência de 1350 megawatts, Angra 2 é capaz de atender ao consumo de uma cidade de 2 milhões de habitantes. A usina conta com um reator PWR, onde o processo de fissão é controlado com água pressurizada. Nesse tipo de reator, o elemento refrigerador usado é a água comum, sob pressão muito forte. Ela é aquecida, embora não ferva por causa da alta pressão, e passa por um permutador de calor, que faz ferver a água contida num circuito secundário, para produzir vapor. A expansão do vapor aciona as pás da turbina, que, acoplada ao eixo de um gerador, produz eletricidade (ver figura). A eficiência térmica da usina Angra 2 é 36%. Depois de deixar a turbina, o vapor passa por um trocador de calor, que funciona como um condensador, onde o vapor é resfriado por uma fonte externa natural localizada próxima à usina. É por isso que as usinas nucleares costumam se encontrar em regiões próximas ao mar. Como consequência do calor absorvido, a água pode chegar até o oceano com um aumento de temperatura de até 10º C. Para esse aumento de temperatura, o fluxo de água, em m³/s, é, aproximadamente, de
Considere cágua = 4180 J/kgºC e ρágua = 1000 kg/m³