No Brasil, existem grandes distorções na área de impostos, o que só agrava a desigualdade na distribuição de renda. Uma parte do imposto cobrado é indireto, ou seja, está embutida no preço das coisas que compramos.
Quando vai ao supermercado comprar um quilo de café, o consumidor está pagando o custo do produto pago ao agricultor, a mão de obra, a energia despendida no beneficiamento e o lucro do empresário. Outro item que encarece o café é o imposto.
Ao comprar um simples chiclete, você está pagando em média 30% de imposto, que será repartido entre a Prefeitura, o Estado e a União, que é o governo federal.
Tanto a empregada doméstica quanto o patrão tomam café e pagam o mesmo imposto. É o que se batizou de imposto regressivo. No imposto progressivo, que ganha mais paga mais.
DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel. A infância, a adolescência e os direitos humanos no Brasil. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. p.56.
O sujeito narrador, nesse fragmento de “O cidadão de papel”,