No Brasil também se realiza um movimento de renovação das artes. Entre nós, ainda que despontem influências das vanguardas europeias, ele tomará uma feição diversa, adaptada às condições culturais, econômicas e políticas que nos eram peculiares. Se na Europa as vanguardas conviviam com uma sociedade de tradição racionalista, em estágio de industrialização avançada, com poderosa burguesia e em meio à convulsão bélica, os ecos que penetram no Brasil interagem com um país de tradição colonialista, largas faixas latifundiárias, de incipiente industrialização, desenvolvimento desigual e alto hibridismo cultural.
(Lucia Helena. “As ilhas culturais”, 1989. Adaptado.)
O excerto refere-se ao movimento