No campo das principais doutrinas filsóficas do tempo, nem o positivismo nem o evolucionismo atraíram Machado de Assis. Pelo contrário, a concepção progressiva e progressista da história da humanidade, partilhada pelos discípulos de Comte e de Spencer, parecia-lhe um contrassenso digno de irrisão.
Com raríssimas exceções, não há imagem de futuro nem pensamentos esperançosos na chamada segunda fase da narrativa machadiana. Os personagens e os narradores em primeira pessoa fazem o percurso do presente para o passado, voltando desenganados pelos reinos da memória. Brás Cubas, Bento-Casmurro e o Conselheiro Aires que o digam.
(Alfredo Bosi. Ideologia e contraideologia. S. Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 414)
Nesse texto, o crítico Alfredo Bosi considera que Brás Cubas, Bento e Aires,