“Nunca pensei que o Círio de Nossa Senhora de Nazaré fosse pior que o estouro da boiada, pior que cardume de peixe na malha da rede, pior que manada de búfalo solta no campo.[...] Agora perdi o rumo e o destino da minha promessa. Afogado estou agora na onda deste povo. Mar de gente, gente que anda, que anda, que reza, que fala, que chora, que canta, que empurra, que grita, que pisa, que olha mas não olha, onda de povo andando, sempre andando, tropeçando, caminhando, ruas, casas, edifícios, foguetes, fanfarras, pés sobre pés, chão passando... pára-não-pára, anda-não-anda...Meu Deus! Minha Nossa Senhora! [...] O rumo, onde está o rumo? Onde é que estou?. (p.17)