No dia 23 de setembro de 1936, a judia alemã Olga Benário deu adeus ao Brasil. Presa com o marido Luiz Carlos Prestes em 5 de março do mesmo ano, ela foi deportada, embarcou no navio La Coruña rumo à cidade de Hamburgo. Nem o fato de estar grávida impedira o presidente Getúlio Vargas, que assinara decreto de expulsão no dia 28 de agosto, de entregá-la à Alemanha Nazista de Adolf Hitler. Olga ainda apelou para ter a filha no Brasil. Olga recorre então à Corte Suprema dos Estados Unidos do Brasil − antigo nome do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, em 17 de junho, os ministros confirmam a ordem de expulsão dada por Vargas. Sem sucesso. Acabou morrendo num campo de concentração, aos 34 anos, em abril de 1942.
Adaptado de acervo.oglobo.globo.com
A expulsão do território brasileiro e a posterior morte da militante, nas condições descritas no texto, estão associadas, respectivamente, aos seguintes fenômenos históricos: