No entanto, ninguém, que olhasse em volta de Roma, e de muitas outras cidades do Império, poderia ter conjeturado que o projeto de conquista do mundo havia sido refreado. Havia por toda parte imagens das vitórias romanas e das derrotas dos bárbaros. Os acordos diplomáticos com vizinhos inconvenientes eram aclamados com manifestações espetaculares, como se tivessem sido conseguidos com armas. Após um tratado de paz particularmente inglório com Tirídates, rei da Armênia, Nero persuadiu-o em 66 d. C. a viajar milhares de quilômetros até Roma, para receber sua coroa do próprio imperador – que na ocasião trajava as roupas de um general triunfante e, segundo se conta, cobriu todo o teatro de Pompeu com folhas douradas, para tornar o evento deslumbrante. Talvez essa tenha sido a forma mais fácil de conciliar o contraditório legado do primeiro Augusto: usar a arte e representação para compensar o fato de que, na vida real, poucos bárbaros foram vencidos
Adaptado de BEARD, Mary. SPQR: uma história da Roma Antiga. São Paulo: Planeta, 2017.
A expansão do território sob o controle de Roma durante a República e o Império foi a base da ascensão do poder econômico e político dos romanos.
Porém, a estabilização da área sob o controle romano representou um problema concreto para os imperadores romanos, pois