No fim do século passado, algumas partes do mundo comemoravam o fim da história como pregada por Francis Fukuyama. Parecia que a civilização ocidental tinha tudo resolvido, vivíamos em uma aldeia global e isso era bom. Não demorou a surgirem novas teorias que falavam em uma modernidade líquida, como colocada pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, ou pós-modernidade. As estruturas sociais seriam dissolvidas e não teríamos mais diferenciações políticas, de classe ou de qualquer gênero. O futuro estava destinado a caminhar para uma sociedade tecnocrata, em que as máquinas fariam o trabalho sujo e nós teríamos todo o tempo do mundo para nos dedicarmos à nossa subjetividade.
(NO FIM, 2012, p. 32).
Um dos acontecimentos da história recente que colocou em xeque a teoria do “Fim da História” e da “modernidade líquida” foi