No final do século XVIII, após três séculos de domínio imperial, os hispano-americanos ainda viam em sua mãe-pátria uma imagem de si mesmos. Se as colônias exportavam produtos primários, a Espanha também o fazia. Se as colônias dependiam da marinha mercante estrangeira, também a Espanha dependia. Se as colônias eram dominadas por uma elite senhorial, pouco disposta a economizar e a investir, também o era a Espanha. As duas economias diferiam numa única atividade: as colônias produziam metais preciosos. E mesmo essa divisão de trabalho excepcional não beneficiou automaticamente a Espanha.
(John Lynch. “As origens da independência da América espanhola”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina, vol. 3, 2004.)
Com base no fragmento, é correto concluir que