No final dos anos 1920 e começo dos anos 1930, em São Paulo, grupos de tendência comunista junto a sindicatos empreenderam uma campanha pela “proletarização do esporte”, notadamente dos clubes de futebol.
Sobre isso, leia o documento a seguir:
Viva o Esporte Proletário!
A necessidade do esporte para a juventude é um fato incontestável. A burguesia se aproveita desse fato para canalizar todos os jovens das fábricas para os seus clubes. Que fazem os jovens nos clubes burgueses? Defendem as cores desses clubes. Se o clube é de uma fábrica, é o nome e a cor da fábrica que defendem; a burguesia cultiva neles a paixão e a luta contra a juventude das outras empresas.(...) Mas todo operário futebolista deve ingressar nos clubes proletários. Já existem alguns, outros clubes, entretanto, devem ser criados. No mundo obreiro, ninguém mais ignora que o esporte bretão tem sido útil ao capitalismo para desviar a atenção das massas trabalhadoras dos seus sindicatos profissionais.
(Jornal O Trabalhador Gráfico, 25.05.1928. Adaptado)
(DECCA. Maria Auxiliadora Guzzo de. Indústria, trabalho e cotidiano. Brasil – 1889 a 1930. São Paulo: Atual, 1991. Adaptado)
Pensando nisso, é válido afirmar que