No livro “A Sociedade Feudal” (1979), o historiador Marc Bloch reflete sobre a baixa expectativa de vida na Europa feudal.
A mortalidade infantil, incontestavelmente muito forte na Europa feudal, não deixava de embotar um pouco os sentimentos relativamente a lutos que eram quase normais. Quanto à vida dos adultos, mesmo independentemente dos acidentes de guerra, era em média relativamente curta: pelo menos, quanto podemos avaliar pelas personagens principais a que se referem os únicos dados, embora imprecisos, de que dispomos. Roberto, o Pio, morreu pelos sessenta anos; Henrique I, com 52 anos; Filipe I e Luís VI, com 56. Na Alemanha, os quatro primeiros imperadores da dinastia saxônica atingiram respectivamente 60 anos – ou perto disso – 28, 22 e 52 anos. A velhice parecia começar muito cedo, desde a idade madura. Aquele mundo que [...] se julgava muito velho, era de facto dirigido por homens jovens.
BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. Edições 70: Lisboa, 1979, p. 94.
Considerando o texto e o contexto social do período histórico, é correto afirmar que