“No patrimônio de pedra e cal, entre outros, encontramos os Arcos da Lapa, construído com o sangue e o suor dos índios, conforme carta do sec. XVII escrita por André Soares, responsável pela construção do Aqueduto que trouxe água do rio Carioca para a cidade, ‘a qual obra se não pode fazer sem assistência dos índios, que são os trabalhadores que naquellas partes costumão trabalhar’. O autor menciona índios nas obras do Senado da Câmara e nos engenhos de particulares. A informação é confirmada pelo jesuíta Plácido Nunes (1683-1755), em carta dirigida ao Vice-Rei do Brasil: ‘Em nossos tempos todas as Fortalezas, que se acham no Rio de Janeiro foram feitas pelos índios (...). Estes mesmos abriram o Caminho Grande, que vai do Rio de Janeiro para Minas até o Rio Paraibuna. Estes, finalmente os que trabalharam o Aqueduto pelo qual se pôs a Água do Carioca na Cidade do Rio de Janeiro.’”
(José Ribamar Bessa Freire. professor da Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). In: Correio do Brasil.com.br; novo Direto da Redação, 06/03/2013)
A partir da argumentação do autor, conclui-se que