No primeiro episódio do documentário “Guerras do Brasil.Doc” o líder indígena Aílton Krenak faz uma estarrecedora afirmação: há uma guerra entre o ‘mundo civilizado’ e as comunidades indígenas no Brasil. Entretanto, os campos de batalha e as armas mudaram ao longo dos séculos. No período colonial e imperial, a catequese e as negociações com lideranças locais garantiram algum grau de inserção nesse dito mundo civilizado falante de português. No século XX, o SPILTN – Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais – foi criado para tutelar as comunidades indígenas, consideradas incapazes de fazê-lo por si só. Em 1967 esse órgão foi substituído pela atual FUNAI (Fundação Nacional do Índio), ainda com a postura de tutela indígena. É somente na Constituição de 1988 que alguns direitos das comunidades indígenas são reconhecidos, abrindo novos pontos de conflito que justificam a afirmação de Krenak.
Sobre esses “novos pontos de conflito”, podemos considerar que: