No próximo dia 10 de dezembro de 2020, os 100 anos de nascimento de Clarice Lispector (1920) serão comemorados. A literata nasceu na Ucrânia e foi naturalizada brasileira. Considerada uma das maiores escritoras e poetisas da literatura contemporânea, em suas obras dá destaque ao emprego intenso da metáfora, ao fluxo de consciência e à quebra da ordem cronológica do enredo. Fez uso de uma técnica que colabora para a visitação do mundo interior das personagens: o fluxo de consciência.
Observe o trecho a seguir extraído de “Felicidade Clandestina”:
Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo?”
(LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998).
O segmento apresenta o que nos estudos literários costuma-se chamar de “monólogo interior”.
A respeito deste, especificamente, pode-se afirmar que: