No século XVII, graças à exploração da cana-de-açúcar, a América Portuguesa já ostenta uma opulência que as colônias inglesas levarão algum tempo a alcançar. Esse século conhecerá, entre nós, o estilo barroco de Vieira e de Gregório de Matos. Apenas muito mais tarde, entre 1760 e a época da Regência (1831-40), a literatura brasileira, evadindo-se da esfera barroca, obedece ao estilo neoclássico. (...) O século XVIII se dividirá entre o orgulho do progresso, o apreço pela razão civilizatória (Ilustração) e a utopia do retorno à natureza. Um naturismo iluminista concorrerá para disseminar a versão setecentista da pastoral: o simbolismo arcádico.
(José Guilherme Merquior. De Anchieta a Euclides − Breve história da literatura brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977, p. 17, 24-25)
Com a plasticidade exuberante e dramática das cores, ornamentos, volumes e espaços arquitetônicos, o barroco colonial transformou a atuação da Igreja num espetáculo imponente e vibrante...
(Francisco M. P. Teixeira. Brasil, História e Sociedade. São Paulo: Ática, 2001, p. 118).
O estilo artístico, que a pintura identifica e a que os textos fazem referência, contribuiu para que a Igreja fosse capaz de, no Brasil, a um só tempo,