No texto abaixo, a autora analisa uma fábula de Millôr Fernandes.
Millôr Fernandes, em uma de suas fábulas, conta a história de uma galinha que, pretendendo conseguir a libertação de sua condição de ‘menor’, resolve fazer greve e levar a mesma vida – fácil e feliz – do galo. Assim, já não põe ovos todos os dias; já não choca ovos cada semestre nem cria pintos. No curso da narrativa, quase no final, essa galinha reivindicativa é novamente referida, agora, com a expressão ‘a doidivanas’. É claro que a expressão ‘a doidivanas’ não é sinônimo nem hiperônimo da outra, ‘galinha’. No entanto, a identidade referencial estabelecida entre as duas expressões cria um laço indiscutível de equivalência e marca, assim, a continuidade referencial do texto.
ANTUNES, Irandé. Território das palavras: estudo do léxico em sala de aula. São Paulo: Parábola, 2012. p. 86.
A análise feita pela autora: