Nós, cozinheiros, podemos fazer muito em defesa dos nossos biomas e das nossas culturas. Um grande exemplo disso é a pimenta Baniwa. Resultado de um projeto incrível com a comunidade Baniwa, essa pimenta arrebatou a mim e a outros cozinheiros do mundo inteiro. Conhecer esta pimenta é mais do que uma experiência gastronômica, é uma experiência cultural. Valorizá-la significa valorizar uma cultura riquíssima da nossa terra, porém quase desconhecida de nós, brasileiros.
(Alexis Atala, do Instituto Atá, 2016.)
Os Baniwa são um povo indígena que vive em cerca de 200 comunidades e sítios, como parte do complexo cultural do noroeste amazônico, nas cabeceiras da bacia do rio Negro, entre Brasil, Colômbia e Venezuela, com uma população total de 15 a 18 mil pessoas, das quais encontram-se localizadas em território nacional entre 7 e 8 mil.
A respeito da relação entre cultura indígena e preservação da biodiversidade, considere as seguintes afirmativas:
1. Em um mundo ameaçado pela monotonia e pela uniformidade, resultantes da expansão da civilização ocidental, a cultura Baniwa representa a possibilidade de conformação de um mundo no qual a coligação de culturas prevaleça sobre uma civilização unitária.
2. A adesão espontânea ao gênero de vida ocidental, que se dá através da comercialização da pimenta, torna o povo Baniwa vulnerável às influências dos “brancos”, tornando a manutenção da biodiversidade no noroeste amazônico ainda mais exposta.
3. O comentário de Alexis Atala representa um reposicionamento do indígena em nossa sociedade, um caminho para a construção de visões plurais através do compartilhamento de outras formas de expressão cultural e tecnológica.
Assinale a alternativa correta.