Nos meados do século XIX, quando das primeiras tentativas de introdução de imigrantes nas fazendas de café, os fazendeiros haviam financiado as passagens, mas pouco a pouco, a partir dos anos setenta, o governo provincial chamou para si essa responsabilidade. Nos anos 80, o governo despendeu somas vultosas com a imigração. A partir do momento em que o Estado começou a financiar as passagens dos imigrantes, os riscos envolvidos na experiência foram socialmente divididos por todos, mas os benefícios couberam diretamente aos fazendeiros.
(Emília Viotti da Costa. A abolição, 1982. Adaptado.)
Segundo o texto, a mudança no financiamento da imigração europeia para o Brasil demonstrou