Nossos intestinos contêm cerca de 100 trilhões de micróbios, coletivamente conhecidos como flora intestinal. Tal como nossas digitais, cada um de nós tem seu próprio microbioma intestinal, e ele é uma combinação do que herdamos de nossas mães durante o nascimento, bem como das dietas, do meio ambiente e o estilo de vida. É sabido que o intestino exerce um papel fundamental em diferentes partes do nosso corpo, incluindo digestão, fome e saciedade, por meio de múltiplos mecanismos, influenciando, inclusive, no ganho de peso extra, ainda que siga à risca uma dieta balanceada. Talvez a culpa recaia sobre as bactérias de sua flora intestinal, devido suas enzimas digerirem parte dos alimentos que nossas enzimas não conseguem digerir, explica o professor-associado da Mayo Clinic e chefe do Gut Microbiome Lab, no Reino Unido.
Fonte: Ciência e Saúde, 04/04/2019 (adaptado).
De acordo com o texto, é possível pensar que os destaques dados ao sistema digestório podem servir de base para estudos de ecologia básica. Nesse sentido, analise as assertivas dadas
I. O microbioma intestinal, em que ocorrem interações dos procariotos intestinais com as condições abióticas do intestino, como pH, refere-se a um ecossistema com dimensões menores do que aquelas observadas nos ecossistemas terrestres.
II. No referido microbioma, é possível observar apenas interações tróficas positivas entre espécies que compõem a flora intestinal.
III. Diz-se que a microbiota intestinal dos filhos é de herança materna, devido ao contato do bebê ao nascer com a microflora vaginal durante um parto normal.
IV. As bactérias da flora intestinal auxiliam no efeito de baixo peso corporal em indivíduos magros porque utilizam apenas as moléculas de gordura ingeridas na dieta humana.
Após análise, é correto afirmar que estão corretas apenas