Num dos mais importantes poemas da literatura brasileira, Augusto dos Anjos narra o drama de um homem solitário, com intenções suicidas, que caminha durante a noite sobre a Ponte Buarque de Macedo (Recife) em direção a uma funerária, e sofre um surto esquizofrênico durante o qual uma “voz” zomba de todas as crenças dele. Comparado por muitos críticos com “A Máquina do Mundo” (de Carlos Drummond de Andrade) e com “O Aleph” (de Jorge Luís Borges), o poema em questão é: